I will wait

Eu sou um pouco atrasadinha mesmo. "Wilder mind" saiu em maio, estou ouvindo faz poucos dias e gostando, apesar de não reconhecer aquela ~pegadinha folk~ anterior, banjo e suspensórios, clipe gravado no celeiro. Casa bem bem mais com programação de FM, eu sei que isso é pejorativo. Mas estou gostando. Só não ouvi antes porque...estava com problemas pra ouvir música. Enfastiada, como aquela pessoa que enche o saco e não quer lidar com complexidade ou novidade no prato e decide passar dias comendo só misto frio ou purê de batata, macarrão.

Pois bem, minha fase de "purê de batata musical" começou a passar, pelo que parece; ei-los, Mumford & Sons, e ora veja, dizem que eles vêm ao país ano que vem. E diz que Alabama Shakes vem também. E Of Monsters and Men também. Veremos muitos jovens de chapeuzinho, de allstar branco, muitas barbas moderninhas, shorts jeans, camisa xadrez e botinhas. Vários quarentões (como eu serei em abril) com tinta no cabelo branco e muito protetor solar esperando uma ou duas tardes bacaninhas.

Já tomei minhas providências.











(Cês me desculpem aí o vídeo tosco. Essa foi uma das animações mais legais do ano passado e é claro que eu cantei no cinema, com meu filho resmungando na poltrona ao lado. Eu realmente preciso de pouco pra ficar felizinha, só um filminho bom com trilha sonora legal inesperada)






Olhos treinados e os oooutros tempos

Maratona de Indiana Jones em casa. Maratona com uma criança de 8 anos quer dizer: um filme por dia.

Os efeitos especiais bacanas pra época, os fatos implausíveis, as impossibilidades químicas, as incoerências ("mas se ele desceu do avião com a roupa do corpo, então de onde ele tirou esses óculos, esse terno, a gravatinha borboleta?"), as lutas mais lentas, menos espetacularmente acrobáticas (o mundo não foi mais o mesmo depois de Neo).

Kate Capshaw sendo uma mala sem alça, um peso morto o filme inteiro, uma mulher pentelha e sem agência, servindo só de enfeite: desconforto. Comparações com a Marion, do primeiro filme. Indiana Jones na aldeia indiana sacando o chicote e pegando a mocinha mala e reclamona pela cintura, como se estivesse pegando um boi: ooops, isso não se faz, Mr. Spielberg. Não devia ser feito nem em 1984, mas a gente assiste 31 anos depois e faz aquela cara meio constrangida.

Que bom.

Do The oatmeal.

A razão de tudo

Por isso Westeros, por isso Terra Média, por isso Itália renascentista ou Londres contemporânea, a milhares de quilômetros. Lá, não cá. Outra hora, não agora; outros, não eu.






The coolest of coolest cool things

Por algum motivo eu me lembro da minha mãe reclamando dos Muppets quando eu era criança (ela nega categoricamente). Certo, até aí morreu Neves, porque não tínhamos permissão pra ver uma série de coisas na televisão - programação de auditório, de um modo geral, violência e, claro, filmes adultos.

Sobrevivemos. Tive muito tempo pra ver programação trash quando cresci, assim como aproveitei a independência da vida adulta pra compensar o controle familiar e me alimentar bem mal por um bom tempo.

Meu filho hoje não assiste à programação que me desagrada e que considero inadequada (violência, novela, programação de auditório, filmes adultos - sim, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais) mas tem à disposição muito MUITO mais opções.

Meu filho tem acesso a um serviço de televisão por streaming e tem acesso à internet. E meu filho tem acesso à mãe traumatizada com o veto aos bonequinhos do Jim Henson, portanto já se fartou de assistir a episódios, filmes e a clipes de música encenados e cantados por um sapo, uma porca, um urso, um chef de cozinha sueco, uma criatura indefinida nariguda, um cachorro marrom.... enfim.

Meu filho tem a chance de ver a mãe rir em frente à tela com uma de suas melhores não-lembranças de infância.




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